Corredor monocarga (soja + milho) substituindo a BR-163. O frete rodoviário é hoje a maior fonte de sobrecusto logístico do agronegócio brasileiro.
Corredor multicarga porto-a-porto. Ao contrário da Ferrogrão, depende do mix industrial do Sudeste — particularmente do projeto HBI da Ternium no Açu — e tem fragilidade estrutural na perna rodoviária residual.
A análise sob metodologia idêntica revela que os dois corredores entregam ordens de grandeza distintas de sobrecusto evitado. A Ferrogrão concentra ganho monetário; a EF-118 distribui ganhos menores entre múltiplos fluxos com perfis de risco também distintos.
| Indicador | Ferrogrão (EF-170) | EF-118 |
|---|---|---|
| Extensão (km) | 993 km | 575 km |
| Capex projetado | R$ 27,7 bi (ISA) | R$ 6,6 bi |
| Capacidade nominal | 66 Mt/ano | 24 Mt/ano |
| Tipo de carga | Monocarga (soja + milho) | Multicarga (8 segmentos) |
| Volume capturável 2026 | 26 Mt | 10 Mt |
| Diferencial unitário base | R$ 114/t | R$ 38/t |
| Sobrecusto 2026 base | R$ 2,96 bi | R$ 378 mi |
| Sobrecusto 2026 estressado | R$ 3,43 bi | R$ 471 mi |
| Sobrecusto 2026 pessimista | R$ 2,66 bi | R$ 140 mi |
| Sensibilidade à perna residual | Moderada (10% do diferencial) | Alta (60% do diferencial) |
| Status do leilão | Set/2026, condicionado a STF | Jun/2026, projeto no TCU |
Sobrecusto anual concentrado, com sensibilidade moderada a premissas de captura. O caso econômico para a sociedade é robusto: até no pessimista, o sobrecusto evitável supera R$ 2 bi/ano. A controvérsia migra para o domínio socioambiental — não para o econômico-logístico.
Sobrecusto anual distribuído, com fragilidade estrutural à perna residual. A defesa pública não pode se sustentar exclusivamente em ganho de frete — o argumento decisivo é indução de investimento industrial e capacidade portuária. O Ramal Anchieta é variável crítica.